O tempo de vida médio de um smartphone é de dois anos. Este período está relacionado à capacidade de seu processador de acompanhar a evolução das aplicações corporativas, de armazenamento de memória RAM e de durabilidade da bateria ao longo da jornada de trabalho, por exemplo.

Mas é possível prolongar a vida útil do parque de smartphones de sua empresa, com benefícios financeiros. Entre as ações estão, por exemplo, postergar a troca dos aparelhos, realocar os ativos usados como backup depois da renovação, garantindo maior disponibilidade da operação de telecom.

Veja aqui como planejar rotinas de manutenção preventiva de dispositivos móveis para evitar custos desnecessários com reparos, diminuir a necessidade de reposição de ativos aos colaboradores e trabalhar com previsibilidade de custos financeiros:

  1. Mapeie todo o seu inventário

Para definir a dimensão e periodicidade da manutenção, você precisará levantar os seguintes dados:

número de dispositivos utilizados e não utilizados pelos colaboradores;

data de aquisição de cada um deles e setores responsáveis pelos equipamentos;

modalidades de uso dos ativos para definir os que podem apresentar maior desgaste e redução da vida útil (por exemplo: se alocado a equipes de campo ou usuários administrativos)

modelos de smartphones disponíveis e as especificações técnicas mínimas (como memória, processador, etc.) exigidas pelos provedores das aplicações corporativas utilizadas por cada grupo de usuário

2. Identifique indicadores de falhas e desgastes

O objetivo aqui é identificar ocorrências recorrentes para que você se possa se antecipar a elas e também reconhecer os smartphones que apresentem indicadores fora do padrão. Por exemplo:

  • Queixas, reclamações e tipos de problemas mais frequentes de cada modelo
  • Tempo médio de duração da bateria para determinado modelo de ativo e as condições de uso atuais; e quais ativos têm apresentado duração de bateria muito abaixo da média
  • Ainda sobre bateria: o declínio do tempo médio de duração da bateria de todo o parque pode ser um indicador de desgaste
  • Qual a versão atual do sistema operacional e até que versão se pode atualizar os smartphones do parque atual; o quanto isso impacta na utilização das ferramentas de segurança da informação e das aplicações corporativas

3. Controle os procedimentos e manutenções de cada ativo

Considere, por exemplo:

– Quantas vezes determinado ativo passou por assistência técnica e se faz sentido repará-lo novamente ou alocar suas peças em bom estado para o conserto de outros

– como padrão, a limpeza dos smartphones que passarem por assistência técnica

– a instalação de capa e películas protetoras

4. Separe e aloque orçamento para as manutenções

Danos e reparos inesperados podem impactar negativamente o orçamento da área. Para garantir a previsibilidade de custos, no início, já considere que haverá necessidade de trocar 8% das telas dos smartphones do parque, 9% das baterias e 6% de conectores de carga ao longo dos dois anos de vida útil. Tratam-se de índices médios que observamos em nossas operações.

Atualize mês a mês os índices de ocorrências de sua operação de telecom, estando ciente de que a tendência é de que a necessidade de reparo aumente ao longo dos meses.